01/12/2007

A Escola como Espaço Mental



Voltando mais uma vez ao ponto inicial, não podemos esquecer que as escolas são o microcosmo planetário e ao mesmo tempo partes essenciais do macrocosmo universal. Escola não é somente espaço físico, mas principalmente espaço mental. Elas possuem uma vida social própria, mas também a equivalência etérica, paralela à sua existência material, em que todas as nossas atividades sofrem as interferências positivas ou negativas da espiritualidade. Estamos, todos, no planeta escola e nas escolas do planeta, flutuando no oceano cósmico do pensamento divino. Nosso destino é sempre a Luz e a Evolução, leis naturais irresistíveis, mesmo que nos rebelemos e desviemos em alguns trechos do percurso. Todos somos Espíritos, criados simples e ignorantes sabe-se lá há quanto milhões de anos. Já vencemos os obstáculos das formas minerais, vegetais e praticamente estamos nos últimos degraus da animalidade. Ingressamos no “Reino Humano”, adquirindo a ferramenta do livre arbítrio e a responsabilidade pelos nossos atos. O Reino Humano é o Reino da Mente, da Consciência. No idioma sânscrito, provavelmente a língua mais antiga do mundo, a palavra “mente” é “manas”, que significa campo complexo vivencial, uso e aplicação simultânea da capacidade de pensar, sentir e agir. Daí surgiu a expressão “humanitas”, que diferencia psicologicamente a Humanidade e o Reino Animal. Estamos em pleno percurso ou currículo de evolução e aperfeiçoamento anímico. Não somos perfeitos, mas somos perfectíveis, ou seja, podemos almejar e atingir a perfeição relativa, progredindo passo a passo, fazendo escolhas, errando e acertando, adquirindo dia-a-dia habilidades mentais e competências espirituais definitivas, ora no mundo material, ora no mundo etérico, respeitando a natureza e os nossos limites. O conceito de “Sede perfeitos” recomendado por Jesus no Sermão do Monte é exatamente isso. Aliás, aquilo não foi um sermão no sentido vulgar do termo. Foi uma aula prática das Leis Universais e comentários sobre parâmetros morais superiores, feita por quem já passou por esses problemas e possui toda a autoridade e experiência para fazê-la. Na literatura e na tradição espiritualista encontramos um Jesus bem diferente desse que é pintado pelas antigas religiões míticas e dogmáticas, que confundem sua natureza individual com Deus e ao mesmo tempo atribui a ele os defeitos e preconceitos típicos dos seres humanos inexperientes. Ao contrário dessa tradição sacerdotal obscura, Jesus é um educador sideral, da estirpe dos Espíritos Amadores, Salvadores de humanidades em risco de abusos racionais. É uma das Setenta Entidades que governam o nosso sistema solar, inspiradas pelo Cristo de Deus ou Logos Solar, co-criador da Grande Nebulosa Via Láctea, cujo formato é um cordeiro - Agnus Dei [1] - (Cordeiro de Deus). É um Espírito perfeito, liberto do carma individual e das reencarnações punitivas, evoluído há incontáveis milênios no Sistema Sírius, da Constelação Cão Maior. Essa estrela é também conhecida como “Stella Maris”, a mãe do Cristo, e que os egípcios chamavam de “Isis”. Nesta impressionante citação de Mateus encontramos a síntese de todas essas características da sua ação educativa e da capacidade em despertar habilidades e competências “salvadoras”, ou seja, mudança de rota nos destinos humanos: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve." Jugo suave é a sua didática para mudar os sentimentos ruins, as mágoas, anulando tendências viciosas; fardo leve é a sua larga experiência, a ausência do carma e a presença irresistível do compromisso de quem está na dianteira, de iluminar o caminho dos que estão atrás e correm o risco de se perderem. Nos mundos onde se manifestam, esses grandes Espíritos carregam sempre essa marca do Cordeiro, entre os braços ou sendo imolados, símbolos da sua mansuetude e da humildade. São Reis e Soberanos, mandam de forma absoluta nos corações , porém jamais nas consciências e nos atos humanos. Sua capacidade de realizar essas tarefas educativas heróicas, encarnando e sofrendo em mundos baixos e animalizados, são identificadas geralmente no sacrifício que fazem ao serem imolados em execuções politicamente humilhantes, porém de alto impacto social e da forte repercussão psíquica, para gravar nas mentes imaturas a verdade da imortalidade da alma. Segundo as tradições espiritualistas mais antigas, são esses tipos de Espíritos que projetam os corpos físicos e os currículos vivenciais das Humanidades, e que assumem a responsabilidade de os educar ou reeducar. Esta é uma verdade contida na metáfora do Pastor que não vai perder nenhuma ovelha do grande rebanho. No caso da Humanidade terrestre, o nosso corpo físico assumiu um formato biológico crucial, que nas situações de dor e aflição, de braços abertos e suplicantes, representa pela cruz a iluminação pelas provas e expiações. Essa verdade simbólica e biológica também está contida nas bem-aventuranças do Sermão do Monte. A pena de morte e a crucificação de Jesus não foi uma simples fatalidade histórica da lei romana, mas a reação brutal ao seu projeto educativo diametralmente oposto ao materialismo e ao escravismo humano. Foi também a confirmação da profecia de que o Cordeiro seria imolado para romper a marca da dor e inaugurar a Era da Regeneração Planetária. A pregação dos profetas anunciava esse evento gravando na mentalidade popular a idéia simples e figurativa do “arrependimento dos pecados”. João Batista, um desses profetas-educadores, precursores de revoluções morais, era primo carnal de Jesus. Conviveu com ele na infância e na adolescência, mas só foi descobrir sua verdadeira identidade cósmica quando, na histórica e emblemática cena do rio Jordão, teve pela sua mediunidade excepcional e pré-cognitiva, a revelação ou acesso mental à imensa dimensão espiritual daquele fato, na época e no futuro. E disse estupefato: “Eis o Cordeiro que tira os pecados do mundo!”. Eu batizo com água, mas Ele vai batizar com fogo”. Na simbologia espiritual batismo significa compromisso da renovação de atitudes; e pecados são defeitos morais, falta de habilidade em lidar com dificuldades pessoais graves, causando prejuízos morais para si para os outros. Tirar pecados significa “educar”, e não condenar, perdoar superficialmente os erros e ofensas, mostrando pelo exemplo como mudar os sentimentos e as atitudes diante desses obstáculos íntimos assustadores. Jesus era um grande aliciador espiritual, gerador de oportunidades existenciais revolucionárias. Sua tarefa pública de apenas três anos no eixo geográfico e cultural judaico-romano foi planejada para atingir casos individuais marcantes e ao mesmo tempo possuía uma dimensão coletiva de grande repercussão planetária. Quando o apóstolo Paulo e o Mahatma Gandhi se referiam à idéia de que “o amor cobre uma multidão de pecados” ou “neutraliza o ódio de milhões” , estavam se lembrando dessa didática cósmica do rabi da Galiléia. Esse era o seu batismo com “fogo”, isto é, modificador do que há de mais rígido e pesado na matéria, o ferro, e forjador de um novo caráter. Sua sala de aula era o mundo e seus alunos eram todas as pessoas em situação de provas ou expiações. Tinha preferência pelos piores elementos da classe: o ladrão, a prostituta, o cobrador de impostos, o revoltado, o cético, enfim, os desacreditados pela discriminação e pelo preconceito. Lia a mente de pessoas com enfermidades físicas aparentemente incuráveis pela medicina humana, percebia o amadurecimento causado pela dor e imediatamente empreendia energias curativas, regenedadoras, liberando o corpo e advertindo o Espírito: “Vá e não peques mais!”. Quando não havia maturidade espiritual e identificava um endurecimento no coração as curas não se realizavam, mesmo porque os doentes não tinham coragem de se apresentar diante da Verdade e revelar sua condição real e autêntica. Jesus não fazia milagres e sim coisas possíveis no conjunto de leis do universo e que as pessoas comuns ainda não poderiam compreender. Só não perdia tempo com os cínicos e com os hipócritas, pois falar de coisas sérias para esses era o mesmo que jogar pérolas os porcos. Esses, só o tempo e a dor poderiam conscientizar. Cada aluno no seu ritmo, cada lição no seu devido momento.

Sabendo de tudo isso, é preciso aprender a transpor essa dimensão planetária da espiritualidade dos grandes Educadores de Salvação Existencial para o nosso pequeno mundo escolar, onde somos apenas humildes facilitadores prestando pequenos socorros situacionais. Professores começam a carreira batizando com água e devem, com o passar do tempo, aprender a batizar com fogo. Para tanto, é preciso colocar em prática as ações simples e eficientes na tarefa educativa e auto-educativa no dia-a-dia das escolas. Para mandar nos corações dos alunos primeiro é preciso ter o coração obediente, a mente desarmada pela mansuetude e humildade. Dessa forma o jugo não incomoda, pois o nosso fardo fica sempre leve.

Manter-se em sintonia com o Bem

O conflito entre o Bem e o mal é uma luta antiga, milenar, simbolizada por todas as religiões e filosofias regeneradoras. No plano universal é a lei da polaridade, o Uno e o Verso. Nos planos inferiores e menores são as duplicidades e contradições: treva e luz, pecado e virtude, amor e ódio, anjo e demônio, céu e inferno. Mas não é somente o clima físico que está esquentando no planeta. A atmosfera psíquica está cada vez mais quente e tensa, por influência de mentes acostumadas ao uso da força e da violência para atingir seus objetivos materiais. Como estamos em processo de mutação, portanto mais vulneráveis, essas coletividades espirituais desencarnadas negativas influem com mais liberdade sobre os cúmplices encarnados aproveitando-se das nossas próprias fraquezas morais. Forças ou correntes do Bem estão constantemente lutando para neutralizar essas negatividades. São coletividades experientes, mas que também precisam de suporte psíquico, nossos bons sentimentos e boas emissões mentais, para ampliar sua atuação de socorro e orientação. Precisam, sobretudo, pois respeitam radicalmente a lei universal, do uso correto e sensato do nosso livre arbítrio, nas escolhas e ações responsáveis. O inverso disso, pela invigilância e indiferença cotidiana, é o caos e o desequilíbrio, causado pelas nossas próprias decisões, das quais teremos de arcar com as conseqüências.

Combater o medo e a incerteza

Não há como agir em nosso campo batalhas sem os riscos das ameaças, represálias e ferimentos. Educar é gozar o prazer das lições, mas também as dores da aprendizagem, junto com os educandos. Não existe somente a possibilidade do ensino frio e distante, protegido pela máscara dos nossos títulos e das nossas teorias. Quando entramos nessa luta, e é realmente uma luta de vida ou morte, fizemos uma escolha de um lado definido e não podemos recuar ou simplesmente debandar para o lado oposto. Se assim fizermos perderemos a confiança dos nossos aliados e o respeito dos adversários. Cada vez que penso nessa lógica fico momentaneamente apavorado, mas reajo imediatamente: não existe espaço para a incerteza e para covardia na Educação. Medo e timidez é fraqueza para nós é força para os adversários. As feras atacam suas vítimas quando elas revelam o seu medo e sua indecisão através do suor eliminado e saturado de adrenalina. Espiritualmente é a mesma coisa. O medo atrai mentes perversas e dominadoras, especializadas nesses ataques psíquicos. No universo do ensino e da educação, a timidez e a indecisão permite a ação dos mais atrevidos e abusados. O universo espiritual ou etérico é uma complexa sobreposição de mundos que se interpenetram através das diferentes vibrações e esferas de manifestação. Nosso planeta, por exemplo, segundo vários autores, desde Ptolomeu até os mais atuais, possui sete esferas de manifestação, quatro inferiores e densas, onde predominam as trevas, a opressão, o terror, a escravidão, o sofrimento e as dores físicas e morais; e as três superiores e progressivamente sutis, onde predomina a liberdade total em relação á lei da gravidade, através da luz e da felicidade plena. No primeiro caso as mentes são horizontalizadas, como a espinha dorsal dos animais, submissas pelos instintos à gravidade e ao magma do planeta. No segundo caso a mentes se verticalizaram, se tornando espiritualmente eretas, como os seres humanos, e assim permanecem até que evoluam e flutuem livremente no éter ou eternidade. A maioria dos bilhões de Espíritos da Terra, encarnados e desencarnados, ainda não atingiu totalmente essa verticalidade mental, por isso ainda habita as quatro esferas inferiores, mesmo aqueles que já se iniciaram nos processos de regeneração, já que não conseguiram, por enquanto, libertar-se totalmente das “raízes” instintivas que nos prendem nos planos baixos, pela lei da gravidade. Os Espíritos habitam essas esferas de acordo como seu padrão mental e vibratório. Jesus já ensinava essa verdade dizendo que, na vida futura, iríamos para onde estivesse o nosso coração. Numa escala evolutiva, a quarta esfera é a transição para condições superiores, onde se processam os programas reencarnatórios regeneradores. As colônias do tipo “Nosso lar” localizam-se nessa quarta faixa mental e vibratória
[2]. A sabedoria oriental antiga ensina há milênios que “ Tudo é mente. Tudo está contido na mente do Todo. O universo é mental. A única realidade é Deus e tudo o mais não passa de ilusão.” Assim , o pensamento, animado pela vontade e pelos sentimentos, percorre, sem limites, qualquer dimensão ou distância dos planos da Criação. Na quarta esfera espiritual existem também as chamadas Fraternidades do Espaço, grupos reunidos por afinidade de propósitos e que lutam intensamente contra as forças do mal predominantes nas esferas inferiores, grupos também afins que tentam dominar o mundo carnal, para ampliar seus domínios de exploração e vícios. Todos esses grupos fraternos, em todo o planeta, estão, através de seus líderes, em contato direto com o Governo Espiritual da Terra, bem como das esferas hierárquicas ainda maiores do nosso sistema solar. Apenas um gesto simples de mentalização , em forma de prece, nos liga imediatamente a eles, que respondem prontamente ativando, também pela mente, os milhões de Espíritos filiados para socorrer esses pedidos. Isso não é superstição do misticismo irracional, mas ciência psíquica; não é ritual vazio e sem propósito, mas procedimento psicológico natural, espontâneo, da lei de adoração e respeito pelas demais Leis do Universo. Para nós, pouco acostumados com a abstração mental e muito ligados a tradição religiosa cristã , eles recomendam a força psíquica dessas palavras de forte impressão mental , aliadas aos sentimentos fraternos, e utilizadas há séculos nos planos etéricos:


Nosso Divino Mestre e Salvador , fortalecei-nos e amparai-nos para que possamos lutar contra as forças do mal que tentam dominar o mundo;

Veneráveis Mensageiros Celestes, auxiliares de Jesus, fortalecei-nos e amparai-nos para que possamos lutar contra as forças do mal que tentam dominar o mundo;


Pai Nosso, Criador Nosso, Fonte Eterna de Amor e de Luz, fortalecei-nos e amparai-nos para que possamos lutar contra as forças do mal que tentam dominar o mundo.


Ame e permita ser amado

Nenhum gesto mental é mais poderoso que o sentimento de amor. Quem ama não está isento das maldades do nosso mundo, porém está sempre mais próximo das coisas positivas. Ninguém resiste a essa força divina, síntese de todas leis universais, capaz de tocar os corações mais frios, vingativos e violentos. Já recebemos uma mensagem espiritual nos advertindo que o nosso sofrimento e angústia em sala de aula, em certa ocasião, estava relacionado ao medo que tínhamos de demonstrar amor ou realmente amar os nossos alunos. Mesmo com as nossas atitudes polidas e reservadas, eles percebem que não estão sendo amados e reagem da mesma forma. Se houver esforço sincero de empatia, logo depois surge um sentimento de amor, alívio da consciência e a irresistível alegria de querer bem e ser bem quisto. Numa ocasião, só pelo fato de termos dito em uma classe difícil e complicada que, na verdade, os professores realmente gostavam deles e que só não gostavam das coisas erradas que eles faziam, houve uma mudança radical no tratamento que recebíamos deles. Um dos alunos nos questionou imediatamente, de forma irônica e desconfiada: “Aí ó, o professor tá dizendo que gosta da gente...” Respondemos que realmente gostávamos deles e perguntamos: Qual é o problema, não posso gostar? Todas as meninas sorriram e olharam diretamente para ele, como que cobrando uma reação: “ E aí, vai responder o quê?. Nessa classe, para a nossa surpresa, passamos a receber beijos de despedida no final das aulas e gratificantes manifestações de carinho e respeito. Pensava conosco, ainda admirado com a transformação, não é que esse negócio de amor funciona mesmo...

Nada é definitivo e tudo pode melhorar

Nossa cultura religiosa dogmática imprimiu em nossas mentes, durante quase vinte séculos, a idéia da culpa, do castigo eterno e do inferno. Ao cometer erros, estamos naturalmente condicionados a pensar que tudo está consumado e que não há possibilidade de mudança. Errou está condenado e não há possibilidade de perdão. Em nossas consciências supersticiosas esse tribunal cruel e injusto sempre emite sentenças irreversíveis e que são maldosamente aproveitadas pelos nossos adversários espirituais. O medo e a culpa são fortes ingredientes para a obsessão espiritual. É a cultura do radicalismo extremo da virtude e do pecado, do santo e do pecador, do anjo e do demônio, maniqueísmo difícil de ser mudado e que causa danos terríveis nos projetos de vida das pessoas. Devemos romper com essa idéia escravizante, histórica e criminosamente utilizada como instrumento de poder. O livre arbítrio não foi um brinquedo perigoso, faca de dois gumes, dado por Deus aos seus filhos imaturos para brincar com o destino. Todo erro pode e deve ser corrigido, como solução natural e divina. Nada acontece por acaso e nenhum fardo é colocado em nossas costas sem que haja força potencial para suportar o peso. Todas os habitantes encarnados do nosso planeta, em qualquer idade, estão sujeitos aos fenômenos da natureza e também aos seus carmas individuais, em forma de choques de retorno (acidentes de percurso) ou doenças gravadas nos perispíritos, produtos de desequilíbrios mentais de outras existências. Ver crianças e adolescentes em diferentes estados de sofrimento físico e moral é muitas vezes desesperador e chocante para quem não sabe as causas reais dessas situações. Sabendo que tudo isso tem uma origem espiritual, um significado mais amplo e reeducativo para o Espírito, mudamos completamente o nosso ponto de vista sobre as coisas.
Outra informação importante para nós educadores é que devemos lembrar que a nossa clientela de crianças e jovens está no período existencial no qual as mutações são muito mais velozes e susceptíveis às influências externas. A idade biológica nem sempre corresponde à idade mental, porém, na perspectiva existencial do Espírito encarnado, existe um plano, uma equação embutida na mente, em forma de compromisso individual, fator que pode ser percebido quando olhamos pela ótica das chamadas idades espirituais. Elas são sucessivamente rompidas, de acordo com o potencial e o livre arbítrio de cada Espírito, em ciclos de setes anos, do zero aos 70 anos. Para nós, pais e educadores, as três primeiras idades são fundamentais e cruciais para oferecer ajuda e opções nas situações conflitantes. Nessa descrição interpretativa feita pelos filósofos ocultistas
[3], ainda que simbólica, temos uma pequena noção da oportunidade e da responsabilidade que temos em mãos:

“Até os 7 anos - Há uma descida paulatina dos princípios espirituais, mentais e psicológicos em geral, que começaram na 4ª lua do feto. Existe um “Anjo da Guarda” que vigia a entrada da Alma na encarnação e que “suaviza” os seus choques com o mundo em que tem de viver. Pais, família e educadores têm uma grande importância. A criança é, salvo exceções, um ser plástico que responde aos estímulos do castigo e da recompensa; necessita de autoridade e de controle permanente para adquirir uma aprendizagem instrumental. Se nascer em uma família cristã, será cristã; se nascer em uma família judaica, será judaica, etc. O seu contato com o meio social é uma “vacina” que lhe permitirá sobreviver a futuros embates. Necessita de carinho, que não é debilidade nem mimo. Até os 14 anos - Tendo passado a infância, entra numa etapa “charneira”, em que o Anjo da Guarda se retira e, através da fantasia e da imaginação, o ser humano é introduzido no mundo dos adultos que não aceita nem rechaça totalmente. Está na fase de experimentar. Necessita que o deixem, controladamente, acertar e equivocar-se. O próprio Ego começa a manifestar-se e cria as imagens de aparentes rebeldias. Até os 21 anos - Passada a etapa anterior, o Ego manifesta-se mais fortemente e perfila-se a personalidade e as possibilidades definitivas. Entra-se na plenitude...imatura. As funções sexuais afirmam-se”.

Estar disponível para ajudar

Um colega professor sempre brincava conosco dizendo que éramos um “para-raio”, pois vivíamos atraindo para nós problemas dos alunos, pais, funcionários. Todo educador é realmente um imã natural, que atrai pessoas com dificuldades e que buscam ajuda para remover seus obstáculos. Somos naturalmente um ponto de conforto para desabafos, confissões, reclamações, cobranças... Isso acontece porque nossa vocação nos torna naturalmente disponíveis para ouvir, verbo precioso e porta aberta para importantes transformações nas experiências humanas. Quando ouvimos, funcionamos como espelhos: captamos e refletimos, mesmo em silêncio, as nossas impressões e devolvemos aos nossos interlocutores as suas queixas e responsabilidades de forma mais clara, com nuances que antes eles não conseguiam visualizar. Passamos meses, muitas vezes anos, falando nas salas de aula e não percebemos que muitos alunos gostariam de falar coisas importantes, muito mais significativas que o barulho de muitas falas em alto volume. Se o barulho e o risco de bagunça nos impede de ouvir, podemos, por exemplo, estimular a comunicação escrita. Certa vez aplicamos numa sala de 7ª série, talvez a mais barulhenta do período vespertino, um questionário do tipo “bate-bola”, propondo cerca de 40 itens para respostas rápidas: um filme, uma novela, uma pessoa que admiro, uma alegria, uma tristeza, uma fruta, um animal, um medo , etc. Enquanto colocávamos na lousa os primeiros ítens, os próprios alunos começaram a sugerir novos assuntos. Os mais comunicativos ficaram ainda mais extrovertidos e os mais tímidos saíram do casulo. Um deles, além de faltar muito, nunca havia dito uma só palavra para nós. Era retraído, esquisito. Achamos que tinha problemas mentais. Detalhe: esse questionário foi aplicado num dia incomum, aliás o último dia antes do recesso de julho, no qual haviam poucos alunos na sala de aula. A professora da aula anterior havia aplicado uma atividade com palavras cruzadas, como desafio para eles e, de tabela, para o próximo professor que entrasse naquela sala. A idéia do questionário surgiu por causa desse desafio. Quando começamos a ler as respostas, percebemos coisas diferentes, muitas carências e expectativas. No questionário desse aluno no item “um medo” a resposta era lacônica: “todos”, ou seja, tinha medo de tudo. Chamamos para que viesse até a nossa mesa e , mesmo sabendo que seria uma ameaça, perguntamos o por quê de tanto medo. Olhando para a janela ele respondeu que não sabia. No item “um defeito” ele havia colocado “sou muito teimoso”. Perguntei, então: Se você sabe que é teimoso, por que não consegue entender esse seu medo de tudo? Depois de alguns segundos de silêncio ele demonstrou que possivelmente havia uma relação entre a sua teimosia crônica com a síndrome do pânico. Se não fosse a teimosia, haveria uma outra causa que ele poderia descobrir e começar a aceitar e conviver com aquela dificuldade.


É muito importante ficar atento para as situações que revelam desequilíbrio e pedidos de socorro por parte dos alunos e colegas de trabalho. São perturbações de vários tipos e que se tornam conhecidas pela repetição de características. Nessas situações os professores e funcionários atuam como médiuns (e realmente muitos deles possuem essas faculdades relativamente desenvolvidas, através da intuição) e são usados para enviar mensagens dos mentores para os alunos e pais. Não percamos a oportunidade de ouvir e compartilhar as dificuldades de quem está precisando de ajuda. Não precisamos posar de sábios e conselheiros, basta sermos autênticos, espontâneos. Numa das escolas que lecionamos em São Paulo, num bairro próximo do Presídio do Carandiru, tivemos a oportunidade de exercer esse papel, revelado por uma aluna do curso supletivo. Durante as aulas, quando explicávamos os pontos da matéria, ela tinha reações muito estranhas aos nossos comentários. No final da aula ela nos disse que havia recebido de nós várias informações e “conselhos” que vinha buscando já há algum tempo e não encontrava, pois não tinha coragem de compartilhar seus problemas com outras pessoas. Naquele momento minha reação foi de espanto e somente depois pude compreender que não era eu quem emitia essas idéias. Qualquer cético pode interpretar essa situação como uma coincidência de associação de idéias e carências, mas como tempo a experiência foi nos mostrando a realidade dessas interferências. Isso acontece muito durante as preleções evangélicas, em qualquer ambiente religioso, nas quais os Espíritos dirigentes percebem e recolhem na platéia as expectativas psicológicas mais comuns e genéricas e lançam, nas entrelinhas do tema abordado, pensamentos doutrinários ao expositor para que estes cheguem até os que precisam daquela lição. Outra experiência interessante é compreender que nem todas as pessoas possuem maturidade para conhecer as verdades e revelações espirituais, mas, por outro lado, assimilam valores simbólicos através de metáforas, como nas parábolas. Assim, nem sempre é necessário fazer discursos doutrinários ou defender teses que postulamos, para auxiliar as pessoas. Nossas posturas revelam quem somos na realidade, sem a marca exterior das nossas idéias. Certa vez, ao recebermos uma colega para estagiar na sala de aula, tivemos uma lição inesquecível da “pior” aluna da classe: “Nossa, professor, o senhor está bem diferente hoje... O que está acontecendo? Ela estava se referindo às máscaras que normalmente usávamos para ocultar os nossos defeitos. Em outra escola, numa mesma classe de aceleração, tinha cinco irmãos, três meninos e duas meninas, de idades bem próximas, filhas do mesmo pai com mães diferentes. Todos muito bem vestidos e educados, embora de aparência simples. Uma das meninas dizia durante as aulas, dirigindo-se á nós: “Professor, nós sabemos que o senhor possui a Palavra”. Eles freqüentavam uma dessas igrejas pentecostais e identificavam em nosso estilo, de falar e ver as coisas, as características evangélicas. O menor deles nos contou que o pai era um criminoso temido na favela onde moravam. Depois de se converter na igreja, mudou de vida e resolveu reunir todos os filhos num só teto, com o apoio da última esposa. Trazia e vinha buscar os filhos numa Combi bem velha, na qual fazia carretos. Uma das meninas era muito rebelde, pois levava uma vida livre e sem controle da mãe, mas não se atrevia a desafiar o novo esquema imposto pelo pai. Perguntei para o menino mais novo se as pessoas ainda tinha medo do pai na favela e ele respondeu prontamente: “Meu pai agora é um outro homem, transformado... mas ninguém mexe com a gente lá...”

Contactar os Espíritos mentores das escolas

As aulas e demais atividades são constantemente inspiradas por eles. Sempre que isso acontece, geralmente enxergamos relampejos de luz, como sinais da sua presença. Não é ilusão de ótica, mas um flashs que passam de um lado para o outro. Alguns alunos também enxergam e olham para nós em busca silenciosa de confirmação. Em caso de perigo, a intuição sempre funciona. Conosco ocorre um intenso frio na barriga, que é um alerta para ficarmos atentos e não tomar decisões precipitadas. Quando isso acontece, quase sempre surgem ataques de epilepsia, crise de choro, desmaios, discussões, brigas e agressões físicas entre os alunos durante as aulas. O motivo, quase sempre, é a presença de alunos desequilibrados, que geralmente faltam muito e, quando voltam, “acompanhados”, não conseguem se harmonizar com a turma. Um recurso bastante usado pelos Espíritos mentores, através da nossa ajuda magnética, é levá-los ao sono. Certa vez, numa sala de 8ª série, dessas “da pá virada”, durante a aplicação de uma prova, vários alunos dormiram em sono profundo, sendo que os próprios colegas estranharam o silêncio reinante. É óbvio que eles não dominavam o conteúdo proposto na avaliação e se desinteressaram pela prova, mas foi muita “coincidência” o fato deles dormirem esse sono profundo e só acordarem minutos antes de tocar o sinal. Relatamos esse incidente para os colegas e até para a direção da escola, pois, pelo fato de não termos cumprido o dever de despertá-los, alegamos que a decisão pesou em favor dos demais alunos, que certamente não fariam a prova em clima de tranqüilidade caso eles tivessem sido despertados.

Fazer o mesmo com os mentores dos alunos

É muito útil e importante solicitar esse tipo de ajuda para os alunos mais problemáticos e também para aqueles que são, por afinidade de sentimentos, nossos aliados naturais. Essas solicitações de contato dão resultados excelentes e podem ser feitos durante as nossas preces e meditações e também no próprio ambiente escolar, nas situações exigidas. Nelas podemos solicitar ajuda e providências para solucionar determinados problemas, mesmo aqueles que são causados pelas nossas próprias falhas. Recebemos nessas ocasiões, além do socorro habitual, preciosas instruções para lidar com as pessoas e com os problemas que nos incomodam. Uma conversa espiritual com os mentores e seus tutelados traz resultados impressionantes na melhoria das relações afetivas e na aceitação de limites entre professores e alunos. São momentos importantes em que perdoamos e pedimos perdão, fazemos promessas de auxílio e recebemos votos de confiança e respeito de pessoas que jamais adotariam tais gestos nas situações comuns. Nesses encontros ocorrem as retomadas de consciência, auxiliadas por mentores maiores, cuja presença luminosa e superior faz os tutelados recordarem seus compromissos do Programa Encarnatório, bem como os graves riscos de falência e agravamento de débitos. Nós mesmos já passamos por uma situação dessas – durante um curso iniciático espírita
[4] - na qual o nosso mentor maior, só pela sua presença, nos causou uma comoção irreprimível, nos lembrando em poucas palavras tudo que havia sido combinado entre nós, aquilo que foi cumprido da parte dele e não cumprido por nós. No final desse balanço, sempre muito humilde e amoroso, ele nos exortou a pensar que rumo realmente queríamos dar para a nossa atual existência. Foi um acontecimento impressionante e inesquecível, permitido pela via mediúnica direta, mas que acontece freqüentemente pelas vias da prece e do sono físico.

Ver a escola com os olhos da inclusão

A causa principal da decadência das escolas e a conseqüente degeneração moral que nelas se instalam é o conhecido choque cultural, que divide e opõe os gestores e trabalhadores das escolas à clientela que ali busca sua inclusão social. Como já dissemos, culturalmente as escolas funcionam como alvo de utopias e sonhos de realização de vida. Nas escolas públicas essa busca tem grau de intensidade muito mais significativo por causa das origens e condições sociais da sua clientela, composta de pessoas pobres, descendentes de indígenas e escravos africanos e que historicamente foram e ainda são condenadas, pelo racismo, ao estigma da inferioridade social. Este é um pequeno exemplo dos conflitos culturais que acontecem nas escolas e que afetam seriamente a educação. Como no racismo secular brasileiro, as posturas autoritárias e abusivas nas escolas sempre agem contra as práticas democráticas e ampliam os conflitos culturais. Nesse novo contexto, gestores escolares agora terão que aprender o ofício de “líderes comunitários”; e os professores, a tarefa de “parceiros da comunidade”. Essa disciplina de humildade e ativismo social nós não aprendemos nas faculdades, mas no dia-a-dia da escola. As escolas e seus eventos culturais continuam sendo vistos como oportunidade preciosa de realização e de participação no mundo do trabalho e no consumo. Elas deveriam ser verdadeiras agências culturais do nosso tempo, pois influem e recebem influências do meio social onde existem e atuam. Mas não foi isso que aconteceu no passado e ainda continua não acontecendo nos tempos atuais. A cultura erudita, artificial e aristocrática dos gestores e educadores, tida como superior e socialmente correta, continua incompatível com a cultura da clientela escolar, vista como inferior e incorreta (não somente pelos educadores e gestores em si), mas pela força institucional e sistêmica do Estado. Há anos que, no Brasil, empreende-se um esforço para a democratização efetiva das escolas, mas só acontece mesmo é a democratização dos conceitos e o desprezo sistemático pelas práticas democráticas. Elementos inovadores, porém inexperientes, são habitualmente hostilizados e massacrados por elementos reacionários, experientes e bem adaptados ao regime legalista, burocrático e cruel imposto pelo stablishment nas organizações escolares. Usam a lei para impedir e inibir, causando sérios prejuízos morais, quando deveriam usá-la para criar oportunidades e benefícios sociais. Na luta social entre o espaço da legalidade e o espaço da legitimidade, sempre vence, nas escolas, a burocracia e os legalistas. Uma vez participamos de uma capacitação pedagógica numa Diretoria de Ensino da Capital paulista e, no final, da exposição dos grupos, sob os olhares atentos de alguns supervisores de ensino, foi feita uma pergunta geral de conclusão do encontro: O que é a Escola , Quem é o educador? Quem é o aluno? Espontaneamente, respondemos diante do silêncio da turma e arrancando gargalhadas de todos, que “O aluno é a vítima”! Todos ali sabiam que a brincadeira tinha um fundo de verdade. Já nos anos 1970, quando foi feita uma pesquisa educacional através da análise de desenhos feitos pelos alunos retratando as escolas, destacavam-se aqueles em que apareciam cartazes de advertência com os seguintes dizeres: “Proibida a entrada de alunos”. Esse sentimento de rejeição e conseqüente exclusão vieram se acentuando nas décadas em que as escolas sofreram as mudanças da massificação, sendo os alunos escolhidos como bode expiatório para esconder as reais causas desses problemas. Choque de culturas não é bom para ninguém. Diversidade e pluralidade é bom para todos. Mesmo os espíritas e espiritualistas, com seus vastos conhecimentos sobre espiritualidade e sobre “como amar o próximo”, não podem perder essa informação de vista. Ela é muito importante para que a intolerância seja cada vez menos influente nas escolas e na sociedade. Estatísticas recentes demonstram que os alunos mais problemáticos são portadores de distúrbios da aprendizagem. Nas escolas particulares esses problemas são encarados com profissionalismo , porém nas escolas públicas, pela falta de recursos e condições sociais, eles se transformam em situações de conflito e prejuízos para todos. São minorias significativas que desequilibram a maioria
[5]. A melhor política de inclusão não é a que está escrita nos estatutos, mas a que parte das condições justas e favoráveis. Parte também da atitude aberta das pessoas. Incluir é aceitar. Aceitar é não julgar, não é preconceber idéias e falsos conceitos. Quem aceita não significa que concorda ou que aplauda. É respeito pela diferença, mas também responsabilidade na aplicação de normas. Em todos os lugares espiritualidade significa amar o próximo e no sistema educacional, público ou particular, significa amar as vítimas da exclusão moral. E essas vítimas estão cada vez mais próximas do que a gente imagina. Espiritualidade também não significa fuga do mundo real e cultivo de fantasias místicas. Podemos estar com a cabeça no mundo da espiritualidade, das nossas crenças e constatações, mas devemos manter os pés no chão, atentos e politizados, para não perdermos o juízo no permanente jogo entre as coisas da matéria e as coisas do espírito. Essa é uma grande oportunidade de mostrarmos a nossa verdadeira face diante desse novo paradigma do Espírito e dos preconceitos materialistas históricos contra a espiritualidade e a religiosidade. Podemos manter a nossa identidade sem violar a lei ou negligenciar os princípios da nossa profissão. Podemos difundir essa marca espiritual sem vulgarizá-la, atirando pérolas aos porcos. Espiritualistas e religiosos não são necessariamente conservadores e reacionários. Somos progressistas e inovadores. Nossos ídolos e grandes líderes sempre foram ativistas combativos, práticos e realistas, demonstrando sempre muita coerência entre a fé e a razão. Em outras palavras: podemos ser sempre aliciadores espirituais, porém nunca alienadores religiosos.



[1] Esse relato espiritual sobre Jesus está nas páginas de Harpas Eternas, do Espírito Hilarion de Monte Nebo, obra monumental psicografada pela médium argentina Josepha Rosália Luque Alvarez. Editora Pensamento.
[2] No livro Nosso Lar o Espírito André Luiz relata sua primeira experiência de contato com sua mãe, espírito mais evoluído, habitante de uma esfera superior. Esse contato só tornou-se possível quando André Luiz adormece e se desdobra mentalmente até um plano intermediário entre Nosso Lar (ainda umbral) e a esfera onde sua mãe passou a habitar. No Vocabulário Espírita Allan Kardec questiona o uso literal e figurativo da expressão “esferas”, por ser uma nomenclatura influenciada por concepções antigas da Astronomia (esferas concêntricas). No mesmo vocabulário, nos verbetes que indicamos, o Codificador procura definir essas idéias usando diversas palavras para conceituar a complexidade de sobreposição de mundos e os estados de emancipação da alma: Esferas, Erraticidade, Inferno, Paraíso, Mundo Espírita, Purgatório, Reencarnação, Sonho. Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita.
[3] As Idades Esotéricas, J. A. Livraga. Revista Nova Acrópole.
[4] Escola de Aprendizes do Evangelho, oferecidas nos centros espíritas integrados à Aliança Espírita Evangélica e Fraternidade dos Discípulos de Jesus. Trata-se de um programa de formação espiritual com extensa riqueza temática e eficientes recursos práticos. As aulas são encontros semanais, como duração de três anos. Após a iniciação os alunos são naturalmente encaminhados para outras atividades específicas e de acordo com as suas vocações. Esse modelo de escola , sugerido por Espíritos educadores e implantado por Edgard Armond na Federação Espírita de São Paulo em 1950, representou uma verdadeira revolução na educação espírita, formando milhares de colaboradores e dirigentes espíritas e espiritualistas no Brasil e no exterior.
[5] Seria muito útil que as escolas e os professores abrissem espaço, na própria rotina escolar, para que esses problemas fossem trabalhados de forma natural, em grupos. Se a quantidade de alunos em sala for muito grande, é possível dividir a turma em dois grupos e, pelo menos uma vez a cada 15 dias, suspender as atividades comuns para uma reflexão coletiva, com formato de roda. Em salas imaturas é melhor dividir os alunos por sexo, para evitar inibições e brincadeiras ofensivas por parte dos colegas.

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